- Alunos, prestem atenção. - o professor dizia monotonamente. - Último aviso. Se alguém conversar eu tiro nota.
Fica silêncio por alguns segundos, antes de voltar a ter a algazarra de sempre.
Suspiro.
Uma amiga que senta a minha frente fala comigo, algo sobre a morte de algum ente querido. Percebo os olhos vermelhos da menina. Ela estava chorando. Que inveja. Não que eu queira que minha mãe morra, eu queria chorar. Os remédios não deixam.
Observo as pessoas conversando, sem nenhuma preocupação na mente. Sinto nojo. E pergunto novamente:
- Quando acaba essa aula mesmo?
Suspiros de uma Psicopata
sábado, 25 de janeiro de 2014
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Vertigem
Acordo tomada pela dor nas costas. Mais um dia se passando, e eu aqui, jogada na cama. Mas não importa. Ninguém se importa. Por que justo eu deveria me importar? O sol bate nos meus olhos, me incomodando um pouco, mas não me mexo. Olho no relógio de soslaio, ainda está de madrugada. Não consigo dormir. Não para ter pesadelos. Não consigo dormir por causa dos remédios.
Não, porque eu simplesmente não consigo me mexer.
Nem fechar os olhos.
Nem me atrevo a mexer o braço.
Ele está lá me olhando.
E eu sei que não estou doida.
Não, porque eu simplesmente não consigo me mexer.
Nem fechar os olhos.
Nem me atrevo a mexer o braço.
Ele está lá me olhando.
E eu sei que não estou doida.
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